Fisioterapia e Pilates no Tratamento de Artrose

Artrose ou osteoartrose é o nome dado ao processo de degeneração (deterioração) da cartilagem, fazendo com que aja uma diminuição, podendo chegar à perda total, do espaço existente entre os ossos das articulações.

As funções principais da cartilagem são: garantir o deslizamento das superfícies articulares entre si de maneira suave e sem atrito, suportar as pressões pelas articulações e a distribuir de maneira uniforme as pressões intra-articulares.

A artrose pode surgir em qualquer articulação, sendo as mais comuns: os dedos, os ombros, os quadris, os joelhos (também chamadas de gonartrose) e a coluna vertebral (também conhecidas como “bico de papagaio”), principalmente nas regiões cervical e lombar, por terem maior mobilidade.

Tratamento fisioterapêutico:

A fisioterapia é indica objetivando também a diminuição dos sinais e sintomas com o uso de todos os recursos terapêuticos existentes. O uso de aparelhos como tens, ultra-sons, ondas curtas, laser, bolsas de gelo ou de calor, são algumas das opções de tratamento para diminuir a dor e a inflamação. As técnicas manuais como alongamentos e mobilizações articulares são de grande importância para manter as articulações devidamente irrigadas e alinhadas.

Como o Pilates pode ajudar no tratamento:

Dentre os recursos terapêuticos da fisioterapia, o profissional devidamente habilitado, pode lançar mão do Método Pilates, para reabilitação desse paciente. Os exercícios devem sempre respeitar as limitações de cada um, como a amplitude e dores articulares, e a intensidade da resistência das molas a ser vencida quando forem utilizados os aparelhos ou faixas elásticas. É importante que o grupamento muscular em torno da articulação envolvida seja alongado e fortalecido na intenção de diminuir o contato entre as superfícies ósseas e, conseqüentemente, a pressão intra-articular e a dor.

No Pilates há vários exercícios que podem ser realizados sem sobrecarga, favorecendo com isso, a articulação atingida e facilitando a execução do movimento sem desconforto. O profissional deve está sempre atento e corrigir, sempre que necessário, a postura do aluno evitando compensações desnecessárias que podem prejudicar tanto a articulação em questão como qualquer outra.

Algumas pessoas que, por apresentarem um estágio muito severo da artrose, não respondem mais aos tratamentos convencionais e paliativos; para esses casos, existe a indicação de cirurgia para a colocação de uma prótese parcial (onde ocorre a substituição de apenas uma superfície óssea da articulação em questão) ou uma prótese total (onde a substituição é de toda a articulação envolvida). Então, após a liberação médica, o paciente precisa voltar às sessões de fisioterapia para que sua função seja restaurada.

Por Cleci Rojanski (fisioterapeuta instrutora de Pilates) Crefito 101525-F

 

+ Leia Mais

Síndrome do Túnel do Carpo

TunelDoCarpoSíndrome do túnel do carpo é uma neuropatia resultante da compressão do nervo mediano no canal do carpo, estrutura anatômica que se localiza entre a mão e o antebraço. Através desse túnel rígido, além do nervo mediano, passam os tendões flexores que são revestidos pelo tecido sinovial. Qualquer situação que aumente a pressão dentro do canal provoca compressão do nervo mediano e a síndrome do túnel do carpo.

Causas

A causa principal da síndrome do túnel do carpo é a L.E.R. (Lesão do Esforço Repetitivo), gerada por movimentos repetitivos como digitar ou tocar instrumentos musicais. Existem também causas traumáticas (quedas e fraturas), inflamatórias (artrite reumatóide), hormonais e medicamentosas. Tumores também estão entre as possíveis causas da síndrome.

 

Os principais sinais e sintomas da síndrome do túnel do carpo incluem:
Dormência ou formigamento do polegar e dos dois ou três dedos seguintes, de uma ou de ambas as mãos
Dormência ou formigamento da palma da mão
Dor que se estende até o cotovelo
Dor no punho ou na mão, de um ou dos dois lados
Problemas com movimentos finos dos dedos (coordenação) em uma ou ambas as mãos
Desgaste do músculo sob o polegar (em casos avançados ou de longa duração)
Movimento de pinça débil ou dificuldade para carregar bolsas (uma queixa comum)
Fraqueza em uma ou ambas as mãos.

Tratamento

O tratamento leva em conta o grau de comprometimento da doença. Se for leve, indica-se a colocação de uma órtese para imobilizar o pulso e o  médico pode prescrever o uso de antiinflamatórios.  Outra parte do tratamento foca no alívio da inflamação e pressão no nervo:

• Restringindo o uso da mão ou mudando a maneira de utilizá-la.

• Usando uma tala para dormir e para fazer atividades manuais.

• Fisioterapia analgésica com eletroterapia e exercícios de fortalecimento.

Esgotadas as possibilidades de tratamento clínico, é indicada a cirurgia.

Recomendações

Faça as adaptações ergonômicas necessárias em sua área de trabalho e estudo.
Se possível (se não fizer uso para trabalho) diminua a utilização do celular.
Faça pausas frequentes durante o dia para que seus músculos descansem e aproveite para alongar a região.
Evite pegar pesos desnecessários.
Manter uma atividade física é importante, pois músculos alongados e flexíveis dão suporte ao corpo e ajudam a evitar forças lesivas.

Cleci Rojanski (Crefito 101525-F)

+ Leia Mais